maçonaria e situação de portugal

Posted by Carlos Miranda

 

 

 

 

    Logo Grande Oriente Lusitano
    A soberania reside no povo maçónico

Nascimento em Portugal

A introdução da Maçonaria em Portugal remonta ao segundo quartel do século XVIII. Talvez por 1727, foi fundada por comerciantes britânicos estantes em Lisboa uma loja que ficou conhecida nos registos da Inquisição como dos “Hereges Mercadores”, por serem protestantes quase todos os seus membros. Esta loja veio a regularizar-se em 1735, filiando-se na Grande Loja de Londres onde obteve, primeiro, o número de registo 135 e, depois, o 120. Só em 1755 seria abatida ao quadro das lojas de presidência londrina, embora provavelmente não trabalhasse desde havia muito. A Inquisição não a incomodou, por certo devido à nacionalidade e à homogeneidade profissional dos seus participantes, protegidos pelos tratados com a Inglaterra.
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Percurso Histórico

Grande Oriente e Constituição (1801-1806)
Nos começos dos século XIX, o número de lojas e de filiados justificava já uma organização bastante completa da Ordem, consoante os modelos britânico e francês.
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Perseguições e Triunfo (1809-1828)
As Invasões Francesas deram pretexto às autoridades para ajuntarem novo motivo de perseguir: o da traição à Pátria.
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Período de Consolidação (1834-1869)
O triunfo definitivo do Liberalismo, em 1834, trouxe os maçons ao poder, onde durante quase um século se iriam aguentar.
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Unificação e Apogeu (1869-1910)
Entre 1867 e 1872 tornou-se enfim possível conciliar a família maçónica desavinda. 1869 representou data importante neste processo de unificação, visto que três das quatro obediências então subsistentes chegaram a acordo.
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Maçonaria e República (1910-1914)
Nos começos do século XX, a aproximação entre Maçonaria e republicanismo foi crescendo. Existiam, sem dúvida, obreiros monárquicos. Mas a grande maioria dos maçons abraçava o ideal republicano. Nada havia de extraordinário nem de condenável neste facto, se fosse possível evitar a identificação entre Maçonaria e Partido Republicano.
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A Cisão de 1914 (1914-1926)
A divisão ocorreu em 1914. Como razões aparentes não se invocaram, claro está, as de natureza política. Ligaram-se antes a questões de rito e de formalidade.
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A Maçonaria em 1926 (1926-1927)
Em fins de 1926, depois de conseguida a união das duas Maçonarias portuguesas, existiam em Portugal Continental, Insular e Ultramarino 3153 maçons agrupados em 115 lojas e triângulos. Para uma população de cerca de 6.500.000 pessoas, aquele número correspondia a um maçon por cada 2000 habitantes.
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O Grão-Mestrado (1928-1930)
A 7 de Dezembro de 1928 falecia o Grão-Mestre Magalhães Lima. A Grande Dieta Maçónica elegeu, pouco tempo depois, António José de Almeida, cujo estado de saúde e senilidade precoce o impediam totalmente de consagrar à Ordem o tempo e os esforços de que ela carecia em período tão grave, e de ser, portanto, o chefe que pudesse erguer a bandeira do tremendo combate em curso.
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Luta contra a Ditadura (1931-1935)
Um ano mais tarde, na mensagem à Grande Dieta, o tom do discurso do Grão-Mestre modificara-se. Em vez das palavras de moderação e de construção pacífica, em vez dos programas de reorganização nacional, surgiam agora as expressões de luta incansável contra a Ditadura.
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A Extinção (1935)
Em 19 de Janeiro de 1935, na recém-inaugurada Assembleia Nacional do Estado Novo, o deputado José Cabral apresentou um projecto de lei proibindo aos cidadãos portugueses fazerem parte de associações secretas, sob penas várias que incluíam sempre prisão, multa e, em casos de reincidência, desterro.
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A Ditadura (1935-1974)
No Grande Oriente Lusitano Unido, a resistência à Lei de proibição de 1935 foi a atitude oficial a tomar. Coube ao Grão-Mestre interino, Luís Gonçalves Rebordão, a difícil tarefa de transportar o facho durante 37 anos, até ao final da clandestinidade, impedindo que a Maçonaria portuguesa procurasse refúgio no exílio.
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Em Liberdade (1974-…)
Na sequência da revolução de 25 de Abril de 1974 o Grande Oriente Lusitano viu de novo reconhecido o seu direito à livre expressão e reunião. O primeiro governo provisório, logo a seguir à revolução, teve a presidi-lo Adelino da Palma Carlos, Obreiro do Grande Oriente Lusitano.
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Past Grão-Mestres

José Mendes Ribeiro Norton de Matos
Nasce em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, na Rua do Pinheiro, a 23 de Março de 1867.
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Bernardino Luís Machado Guimarães
Nasceu, no Rio de Janeiro, a 28 de Março de 1851 e morreu, no Porto, a 29 de Abril de 1944.
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Sebastião de Magalhães Lima
Nasce no Rio de Janeiro, Brasil, a 30 de Maio de 1850, filho de emigrantes portugueses, Sebastião de Carvalho Lima e Leocádia Rodrigues Pinto de Magalhães.
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José da Silva Carvalho
Nasce em Dianteira, S. João das Areias, Santa Comba Dão, a 19 de Dezembro de 1782, filho de um casal de lavradores pobres.
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Fernando Romão da Costa de Ataíde e Teive de Sousa Coutinho
Nasce em Viseu a 25 de Novembro de 1775, filho Fernando da Costa de Ataíde e Teive de Sousa, Governador do Pará e das Armas do Alentejo, e de D. Francisca Antónia de Mendonça.
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João Vicente Pimentel Maldonado
Nasce em Lisboa a 22 de Janeiro de 1773.
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João da Cunha Souto Maior
Nasce em Viana do Minho a 22 de Setembro de 1767, filho de Manuel António da Cunha Souto Maior, conselheiro, e de D. Vicência Luísa Pereira Souto Maior.
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Sebastião José de Sampaio de Melo e Castro Lusignan
Nasce em Lisboa a 13 de Fevereiro de 1764, filho de António de Sampaio Melo e Castro Moniz e Torres Lusignan, 1º conde de Sampaio, e de D. Teresa Violante Eva Judite de Daun.
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José Aleixo Falcão de Gamboa Fragoso Wanzeler
Nasce em Lisboa a 17 de Julho de 1762, filho de Lourenço Wanzeler, contador-mor do Reino, e de D. Maria de Lima e Melo Falcão de Gamboa Fragoso.
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Fernando Luís Pereira de Sousa Barradas
Nasce em Brasfemes, Coimbra, a 29 de Novembro de 1757, filho de João de Sousa Barradas, advogado em Mariana, e de D. Jacinta Maria da Silva.
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Gomes Pereira Freire de Andrade e Castro
Nasce em Viena, Áustria, a 27 de Janeiro de 1757, filho de Ambrósio Pereira Freire de Andrade e Castro, e da Condessa Elisabeth von Schaffgotsch.

    Maçonaria e República
    Maçonaria e República (1910-1914)
    Os seus efectivos duplicaram em poucos anos, de 2000 para 4000 associados, com um correspondente aumento no número de lojas e de triângulos. No Parlamento, metade ou mais de metade dos representantes do povo pertencia à Ordem.
    Organização Maçonaria
    Organização
    Palácio Maçónico
    Requisitos
     
     
    consultar na pagina :
    http://www.gremiolusitano.eu/?page_id=6

     

 

 

 

 

As Sociedades Secretas

 

Mensagem

do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria PortuguesaNo âmbito de um ciclo de conferências sobre o centenário da implantação da República que a Câmara Municipal de Lisboa e a Fundação Mário Soares têm vindo a realizar, António Lopes, director da revista Grémio Lusitano, proferiu recentemente uma palestra intitulada “As Sociedades Secretas”.
Como o autor explicou logo no início da sua intervenção, foi convidado “a falar das Sociedades Secretas em Outubro de 1910” e aceitou o desafio “porque inerente ao convite estava a ideia, muito comum ainda, do facto de a Maçonaria ser uma sociedade secreta”.
Ora, a Maçonaria, “de facto não o é, quando muito será discreta”. Por isso, António Lopes falou de uma sociedade secreta – a Carbonária – e de uma sociedade não secreta – a Maçonaria.
Eis, na íntegra, o esclarecedor texto.

“A questão do secretismo está ligada ao funcionamento e à forma ritualística em que decorrem as sessões das Lojas maçónicas. Na realidade, hoje, toda a gente sabe onde se situa a sede do Grande Oriente Lusitano, conhece o seu telefone e número de contribuinte, acede ao seu sítio na internet. O secretismo, esse está e esteve sempre directamente relacionado com a maior ou menor Liberdade em que o país vive em cada momento da sua História. A Maçonaria foi secreta quando perseguida pela Inquisição, por Pina Manique ou durante o período que opôs liberais a miguelistas. Voltou a ser secreta quase cem anos depois com a ditadura do Estado Novo, ou seja, sempre que a Liberdade perigou.
Situação diferente é a da Carbonária e, desde já, precisemos de que Carbonária estamos a falar. Nos primeiros anos do século XX estamos já longe da Carbonária coimbrã de 1820, que apenas reivindicava “bons políticos e bons deputados”. Nada tem a ver com a Carbonária de que Saldanha era o chefe, no início da década de trinta do século XIX, nem com a Carbonária que nas décadas de cinquenta e sessenta reflectia, em Portugal, as convulsões políticas da Europa. É uma Carbonária que se reúne em volta de uma ideia, mudar a sociedade à luz de novas concepções políticas, variadas refira-se, recorrendo à força das armas se fosse preciso.
A Carbonária era um genuíno movimento popular onde predominavam os operários da indústria, enquanto a Maçonaria registava a existência de classes socialmente mais elevadas. Ainda que tivesse tribunos de referência ou jornalistas, a Carbonária não se preocupava com os grandes comícios ou com a importância mobilizadora da imprensa, ao contrário da Maçonaria e do Partido Republicano, que alicerçava aí as suas forças. No entanto, havia um mundo social que funcionava como charneira composto de logistas, empregados de escritório ou comerciantes, nos quais é incontornável o nome de Francisco de Almeida Grandela, que militavam nos dois campos em simultâneo. De resto, diga-se que este campo comum da Maçonaria com a Carbonária era idêntico ao que se passava entre a Maçonaria e outros campos ideológicos como os anarquistas ou, mais tarde, na década de vinte do século XX, os militantes comunistas da Federação Maximalista Portuguesa.
A própria Carbonária, como de resto a Maçonaria, não eram entidades unas em termos de pensamento. Se é verdade que a Carbonária Lusitana de Coimbra se cingiu ao Centro, esgotando-se rapidamente na sua acção e influência, já a Carbonária Lusitana de tendência anarquista viria a desempenhar um papel a ter em conta. É verdade que veio a ser absorvida pela Carbonária Portuguesa, de tendência republicana, mas nunca o foi totalmente e com isso nunca deixou de causar sobressaltos a muitos republicanos. É essa tendência que estará presente em algumas instituições maçónicas, caso da Escola Oficina nº 1 ou, posteriormente, disputará o campo sindical a novas organizações de classe que entretanto irão surgir.
Há, no entanto, que assinalar aqui um acontecimento paralelo. Próxima da Carbonária Lusitana, também conhecida pela Carbonária dos anarquistas, trabalhava uma Obediência maçónica designada de Grande Oriente de Portugal. Nascido em meados da década de noventa, o Grande Oriente de Portugal auto-dissolveu-se em 1905. A sua origem remonta às dissidências de 1893, no seio do Grande Oriente Lusitano Unido com a Loja Obreiros do Trabalho. Mais tarde, depois de uma passagem por uma Obediência espanhola, o Soberano Grande Conselho Geral Ibérico e da constituição da Loja Obreiros do Futuro, algumas Lojas sob a sua influência integram-se no Grande Oriente Lusitano Unido trazendo diversos obreiros de tendência carbonária e anarquista. Tal verificou-se quer em Lisboa, onde a sua força tinha particular relevo no bairro de Alcântara, quer longe do centro político, como foi o caso de Angra do Heroísmo.
No entanto, a hegemonia no campo carbonário assentava na Carbonária Portuguesa, originária da designada Maçonaria Académica, que nada tinha a ver com a Maçonaria praticada no Grande Oriente Lusitano Unido. Criada em 1896 pelos subscritores do Manifesto Republicano Académico, a sua força crescente correu paralelo à força do Partido Republicano com destaque para o ano de 1908, momento em que Luz de Almeida reestrutura o aparelho organizativo e António Maria da Silva e Machado Santos assumem um maior protagonismo. Aliás, será o seu pragmatismo que os leva a integrar na Carbonária Portuguesa os anarquistas e anarco-sindicalistas oriundos da Carbonária Lusitana. Estes, por seu turno, afirmavam que, por maior que fosse o seu interesse na transformação da República, esta seria sempre um elemento secundário, que nem sequer representava um instrumento de realizações, mas apenas uma condição de maior liberdade para os revolucionários poderem preparar realizações mais radicais. Os anarquistas não pugnavam por um regime republicano, mas acediam em concordar que a República era um regime melhor que a monarquia para implementarem as suas ideias. É também neste momento que Machado Santos procura recrutar novos membros no exército, na armada e nos núcleos industriais, expandindo-se para Aveiro, Santarém, Setúbal, Barreiro ou até Bragança. Foi este crescimento fora de Lisboa que possibilitou, nas vésperas de 1910, que do lado de lá da fronteira, fossem adquiridas armas destinadas à revolução e introduzidas no país pelos carbonários alentejanos. Por seu turno, em 1910, sete dos dez regimentos que compunham a guarnição militar de Lisboa possuíam células carbonárias. É igualmente este o momento em que se sublinha o trabalho conspirativo iniciado em 1900 com a fundação da Loja maçónica Montanha, onde a Carbonária estava presente em força e onde constitui referência o nome de Luz de Almeida, iniciado em 1897 na Loja Luís de Camões. Decisiva também neste contexto, foi a adesão de Cândido dos Reis à Carbonária, em Maio de 1910, cerca de um ano depois de ter sido iniciado na Maçonaria, na Loja José Estevão.
Quanto à relação entre a Carbonária e o Partido Republicano Português refira-se a frequente discordância de métodos ou estratégias. É verdade que à medida que nos aproximamos do final da primeira década do século XX, é crescente a capacidade da Carbonária influenciar o PRP, de que o Congresso do partido, realizado em Setúbal, em 1909, constituiu o ponto de viragem. É também verdade que as desconfianças nunca desapareceram. A descordenação politico-militar em 5 de Outubro é disso exemplo. O Directório do Partido Republicano criou uma comissão para organizar e dirigir o levantamento, com António José de Almeida, Afonso Costa, João Chagas e Cândido dos Reis. A aproximação faz-se, uma vez mais, através da Comissão de Resistência, criada pela Maçonaria em Junho de 1910, que visava igualmente controlar os ímpetos revolucionários da Carbonária, pela sua inclusão no projecto revolucionário e superar a fraca adesão que a Comissão Militar, criada pelo PRP em 1909, tinha registado. Ainda assim, o Directório do Partido Republicano tentou infiltrar a Carbonária através da Loja maçónica Acácia, de tal forma que Machado Santos chega a afirmar que “esta pouca fraternidade causava arranhaduras que davam trabalho a sarar”. Efectivamente, a Loja Acácia é uma das representadas na reunião realizada em 28 de Setembro de 1910 na sede no Partido republicano, no Largo de S. Carlos. Refira-se que era também objectivo da Comissão de Resistência inquirir as Lojas maçónicas numa opção entre a República e a Monarquia, ao mesmo tempo que funcionava como estrutura de resposta às pressões dos últimos governos monárquicos sobre os maçons e republicanos.
A aproximação da Maçonaria à Carbonária também se faz pela mesma altura, quando António Maria da Silva e Machado Santos são iniciados na Loja Montanha e quando José de Castro, Grão-Mestre adjunto olha para a Carbonária como um instrumento para alcançar a República ou, por outras palavras, quando as dificuldades de recrutamento no exército, por parte dos mais moderados do PRP, vêm na participação da Carbonária na revolução a única alternativa.
A República era vista como último patamar da História, a sociedade positiva, ao mesmo tempo que as elites culturais da época viam na educação o meio de se produzirem modificações sociais de médio e longo prazo. Daí que positivistas, republicanos, socialistas ou anarquistas acreditassem na construção do “Homem Novo”, que os republicanos particularizavam como o cidadão republicano. Para atingir esse objectivo foram criados “grémios”, na sua maioria uma versão profana das Lojas maçónicas, escolas, de influência maçónica, anarquista, sindical ou outra.
Ao mesmo tempo que, em finais do século XIX, num contexto de uma profunda confiança na ciência, se acreditou que a filosofia tinha um papel político a desempenhar, o que implicava que além de ter um valor político incorporava as certezas dos processos e metodologias científicas, as hostes mais progressistas afirmavam que “sem liberdade não há Democracia, sem Instrução não há Liberdade“.Esta paixão pelo ensino radica no facto de o republicanismo possuir uma clara herança iluminista ao sustentar que é o Saber que permite a compreensão dos verdadeiros valores expressos na Liberdade, na Igualdade, na Fraternidade e na Tolerância. A Liberdade implica uma participação activa do cidadão na vida pública, ao ponto de que essa participação, mais do que um direito individual e egoísta, se assume como um dever perante o todo social. Só um cidadão consciente e esclarecido poderia contribuir para o sucesso da Vontade Geral e do Bem Comum, e para que isso se efectivasse a escola tornou-se um instrumento essencial da doutrina republicana e ao mesmo tempo um motivo de aperfeiçoamento moral por parte de cada cidadão. Era pela educação que se transmitiam valores e comportamentos, úteis à vida do indivíduo em sociedade. Daí também a ligação da Escola ao espaço público, a existência de ritos cívicos ou a interacção entre a escola e a família. A educação deveria constituir um caminho directo para o livre-exame e para a libertação racional dos indivíduos, e a imprensa da época, a par com a propaganda maçónica e republicana, dá-nos exemplo de inúmeros casos de entrega de prémios, saraus culturais, sessões cívicas e outras, realizadas quer no espaço escolar quer no espaço dos Centros Republicanos, que não poucas vezes coincidiam. Note-se que os republicanos portugueses nunca viram o cidadão como um indivíduo abstracto mas antes como um elemento participativo no conjunto da sociedade, quer sob o ponto de vista político quer associativo-cultural, e daí a importância de o Estado preparar bons cidadãos para a vivência de uma cidadania plena e consciente. É também nesta interpretação da competência que se insere a importância da preparação de bons profissionais especializados, simultâneamente bons cidadãos e bons profissionais, em suma úteis ao Estado e à sociedade. Para a doutrina republicana os Direitos e a Razão assumem-se como algo de universal, impondo-se a todos os cidadãos independentemente da sua posição social ou económica no conjunto da sociedade. A República seria o termo natural da História, distinguindo-se do liberalismo por não se constituir sobre a doutrina dos Direitos e Liberdades individuais mas antes valorizando a comunidade, distinguindo-se também do socialismo por não ter uma visão de classe, mas nem por isso deixando de se preocupar com os mais desfavorecidos, reflexo de um sentir fraterno que a caracteriza.
Nas vésperas de 1910, ser-se republicano significava ser civicamente activo e ser-se pela democracia de opinião por oposição ao Estado centralizado na figura do rei, ainda que o seu poder fosse mais simbólico que real, mas que era agravado pelas ditaduras dos vários ministérios e pelos escândalos políticos e financeiros que abalavam a monarquia e esgotavam politicamente o regime. Por seu turno, a participação cívica explica o dinamismo das estruturas associativas, com particular destaque para os Centros Republicanos, onde coexistiam maçons, sindicalistas e carbonários.
Era através desta participação cívica que se pretendia passar para a sociedade um conjunto de ideias vasto e frequentemente heterogéneo, tendo por unificador o conceito de Bem Comum. A melhor forma de compreendermos o sentido militante de todos os que aspiravam a contribuir para o Bem Comum é compreendermos as mutações sociais do século XIX.
Na segunda metade do século XIX, Francisco Maria Supico, afirmava que “uma das melhores vantagens devidas ao systema liberal, é o direito de associação; por isso nos paizes em que melhor vegeta a árvore da liberdade, é onde mais se desenvolve o germen da sociabilidade (…). A sociedade tal como ainda se acha constituida, exige ao trabalhador o sacrificio do seu braço, a troco de mesquinho salario, e quando o abandona o vigor considera-o como membro exotico no banquete da humanidade. (…) se nos entretemos a considerar nos meios de que essas classes pódem dispôr para se vingarem de tão injusta affronta, assalta-nos logo o pensamento da associação (…)“.
O século XIX apresenta-nos duas formas distintas de sociabilidade, uma tradicionalista e devota, oriunda do passado e ligada à tradição, ao campo e à actividade piscatória, e outra, de criação recente, urbana e decorrente da emergência de camadas sociais novas, mais esclarecidas e inovadoras. No primeiro caso assistimos a formas de sociabilização que são indissociáveis das práticas e vivências em que o religioso se mistura e articula intimamente com o profano. No segundo, as carências económicas, sociais e culturais constituíram terreno fértil para a emergência de formas de associativismo que tinham em conta os mais carenciados, o apoio à cultura ou apenas o convívio social daqueles que, abandonando as suas terras de origem, eram atraídos para a cidade.
As sociabilidades tinham uma equivalência de poder político, económico e social, já que era através delas que as pessoas se distinguiam entre si. Na realidade, os meios culturais e de lazer frequentados, ou as acções filantrópicas, convertiam o capital económico em capital simbólico com tradução no exercício do poder político ou na afirmação social. Por outro lado, os vários espaços de sociabilidade funcionavam como patamares sociais, que comunicavam entre si, mas cuja passagem de um para outro implicava a aceitação do grupo e a disponibilidade do interessado em se adaptar a regras definidas há muito.
Ainda que o acesso ao poder político se faça predominantemente no seio das mesmas famílias, à medida que caminhamos para final do século XIX, assistimos nas entidades associativas a um alargar da base social dos seus membros, podendo mesmo irmanar ricos e pobres, proprietários e assalariados, homens com forte intervenção política e outros de menor visibilidade pública. Este momento histórico representa também a subversão da ordem tradicional, rompida com o crescente desenvolvimento de pólos urbanos e industriais. O associativismo da época toca todas as classes sociais, incluindo as classes média e alta, que sentem prazer em importar formas de convívio social e cultural, mas que também sentem a obrigação social de ensinar a ler ou a promover o desenvolvimento económico. Os clubes, com a sua sede, os seus bailes, o seu teatro ou a sua biblioteca e as suas conferências, são o mais perfeito exemplo de novas formas de sociabilidade, mais exigentes, mais selectivas e frequentemente emergências de novos grupos políticos e sociais.
No campo do associativismo civil não podemos esquecer organizações como a Associação do Registo Civil ou a Associação Propagadora do Livre Pensamento, cujo papel no plano do debate político é significativo, ou ainda os designados “círios civis”, estes, estruturas associativas surgidas após 1895, com preocupações na formação dos seus associados e cuja acção se fazia sentir tendo por base o anti-clericalismo.
A intervenção maçónica faz-se de forma tão rica quanto variada. Faz-se pela criação de associações, clubes, bandas de música, escolas e, posteriormente, de centros republicanos, centros de debate e de intervenção política íntimamente ligados á Maçonaria. O associativismo assume-se assim como um importante contributo para a mudança de regime, preparando o terreno para a República pelo confronto de ideias, pelo espírito de grupo que cria e finalmente, pelas estruturas que oferece. Por isso, as escolas, Centros e Clubes Republicanos, tiveram um papel fundamental na preparação da Revolução de 1910. Refira-se a este propósito que entre 1880 e 1884 o número de Centros Republicanos em Lisboa passou de quatro para trinta e quatro, crescendo até aos cinquenta em 1887 e aos quais de deverão juntar muitos mais criados ao longo do país. Ainda assim, era um movimento centrado em Lisboa, sendo que Teófilo Braga e Sebastião Magalhães de Lima pensaram numa articulação nacional para o movimento, concretizada pela acção de muitos dos líderes republicanos de Coimbra e do Porto. Em Abril de 1882, no Porto, foi criada uma comissão constituída por José Falcão e Emídio Garcia, representando Coimbra, e Alves da Veiga, Júlio de Matos e Manuel José Teixeira, em representação dos republicanos do Porto. Lisboa constituíu a sua comissão com Latino Coelho, Oliveira Marreca, Bernardino Pinheiro, Teófilo Braga e Manuel de Arriaga e destas três comissões nasceu o Projecto de Organização Definitiva do Partido Republicano.
Ao longo da década de oitenta foi crescente o número de maçons nas fileiras republicanas, integrando-se nelas novos tribunos como Afonso Costa e António José de Almeida. As divergências ideológicas ou tácticas ficaram expressas no 31 de Janeiro de 1891 no Porto, considerado por alguns sectores mais moderados como um acto de puro aventureirismo, servindo no entanto para mostrar a necessidade de articulação entre os vários núcleos republicanos. A década de noventa assiste ainda à morte de José Falcão e ao definhar dos Centros Republicanos, pela falta de aderentes e pelos efeitos da lei eleitoral de 1895, que visava particularmente os republicanos. É uma década de crise só superada nos primeiros anos do século XX, onde entre 1903 e 1908 se assiste, em Lisboa, à criação de mais de três dezenas de Centros e Clubes Republicanos, facto que ainda sublinha mais a predominância da capital no movimento republicano. Nas vésperas de 1910 o número de Centros Republicanos é impressionante, mesmo fora da capital
Se algo ressalta das referências existentes na imprensa sobre os Centros Republicanos é a sua intensa actividade cívica, crescente ao longo de 1910. Destaque também para as associações de classe e para os seus dirigentes, autênticos líderes de massas, panfletários e dirigindo sessões com centenas de pessoas, muitas delas realizadas nos Centros Republicanos, locais de reunião de todas as actividades laborais e onde a população também acorria em massa.
A este movimento não é estranha a multiplicação das Lojas maçónicas e o crescimento da Carbonária. Fora de Lisboa existe uma significativa coincidência entre as Comissões Republicanas e a existência de Lojas maçónicas nessas localidades. Na realidade o Partido Republicano estava estruturado em comissões paroquiais, provinciais e distritais, sendo o Centro Republicano a base da estrutura, local de debate, de encontro, de coordenação de acções. Se fora de Lisboa o número de núcleos republicanos, crescendo significativamente entre 1907 e 1910, era vantajoso para as pretensões do republicanismo português, já em Lisboa o excessivo número de núcleos levantava problemas de articulação. Muitas das Lojas maçónicas predominantemente republicanas criavam o seu próprio Centro Republicano, por vezes mesmo ao lado de outro núcleo de outra Loja. Tal levou a que no Congresso Republicano de 1907 se defendesse a supressão de muitos Centros a fim de tornar possível a coordenação política e não exaurir os recursos financeiros.
Neste contexto é de destacar o papel das escolas, onde maçons, carbonários ou sindicalistas deram as mãos, almejando a criação de um cidadão esclarecido, conhecedor dos seus direitos e deveres e bom profissional. Por isso assistimos à criação pela Maçonaria de escolas como a Escola de Desenho Industrial Marquês de Pombal, criada em Alcântara, fundada em 1884 por iniciativa da Loja Razão Triumphante e onde assumiu um papel destacado António Augusto de Aguiar, maçon, futuro Grão-Mestre e Ministro das Obras Públicas do reino. De destacar também O Vintém das Escolas, associação criada em 1901 pela Loja Elias Garcia, com o objectivo de “combater a escola clerical por meio da escola secular”, ou a Escola Vasco da Gama, sediada no Porto, e fundada pela Loja União na última década do século XIX. Muitos outros casos teríamos de referir para ilustrar a importância do ensino na caminhada para a República. Defende-se que para existir uma verdadeira democracia em Portugal é necessário que o povo seja instruído.
Daqui é curto o salto no confronto com a Igreja, vista como um poder obscurantista, frequentemente alinhada com a monarquia. No entanto, o confronto entre republicanos e a Igreja era muito mais profundo e assentava nas críticas positivistas aos dogmas religiosos, ou à questão da felicidade, para a Igreja, uma dádiva a obter no céu, ao alcance do cidadão, por direito próprio, na Terra e no último patamar da História – a República, para os republicanos.
Assim, a educação não conhecia fronteiras etárias ou sociais, como também não conhecia curriculos rígidos. Algumas destas escolas incluíam no seu programa princípios de cidadania, sendo disso exemplo a Escola Oficina nº 1, em Lisboa, ou a Escola Trindade Coelho, igualmente em Lisboa, à Ajuda, fundada pela Loja Solidariedade e que funcionou entre 1906 e 1911. A elas temos de juntar a acção da Universidade Livre e Universidade Popular, instituições que visavam um ensino alternativo à rede oficial, próximas do “ensino integral” onde a formação para a cidadania assumia particular relevo. A Universidade Livre seria fundada já depois da implantação da República, em 1912, numa iniciativa da Loja Montanha, enquanto que a Universidade Popular nasceu em 1906 tendo por objectivo “desenvolver o ensino popular pela mútua educação dos cidadãos”. Poderíamos acrescentar ainda a Academia de Estudos Livres, fundada pela Loja Simpatia e União, em 1889, e a Academia de Instrução Popular, fundada pela Loja José Estevão, no ano de 1892.
Em matéria de estrutura funcional da Maçonaria, esta apresentava, tal como hoje, uma forma de trabalhar muito próxima das suas origens. Os maçons organizam-se em Lojas, que seguem um rito que determina o seu funcionamento e o seu suporte filosófico, sendo que o conjunto das Lojas do país forma a Obediência. Em 1910, a Maçonaria estruturava-se em Lojas e Triângulos, dispondo o Grande Oriente Lusitano Unido de órgãos específicos com carácter legislativo, executivo, judicial e ritual. Fora do continente destacavam-se os Açores, a Madeira, Angola e Moçambique, onde o número de Lojas e Triângulos não deixa também de ser significativo. Sob o ponto de vista ritual, ao contrário do que acontece hoje, o Grande Oriente Lusitano Unido assumia-se como uma federação de ritos – Francês ou Moderno, Escocês Antigo e Aceite, Simbólico, Adopção, York e Real Arco, liturgicamente dependentes respectivamente do Soberano Grande Capítulo dos Cavaleiros Rosa Cruzes (Rito Francês), Supremo Conselho do Grau 33 (Rito Escocês), Suprema Câmara do Rito de Adopção, Suprema Câmara do Rito Simbólico, Grande Directório do Rito de York e Grande Capítulo do Real Arco de Portugal. A Grande Dieta era o órgão legislativo do Grande Oriente Lusitano Unido, cabendo o poder executivo ao Grão-Mestre e aos Grandes Secretários da Ordem, eleitos de três em três anos. Por seu turno, o poder judicial estava dependente do Grande Tribunal Maçónico Federal.
O contributo da maçonaria portuguesa foi fundamental para o debate, o confronto de ideias e para uma abertura cultural fundamental, onde ao cidadão cabem um conjunto de direitos, expressos na igualdade perante a lei, e de deveres, para com a comunidade, de responsabilidade e participação cívica. As Lojas maçónicas, possuíam uma vitalidade de debate que em muito contribuiu para que a República tivesse sido encarada como uma alternativa ao regime monárquico. Disso são exemplo os debates e teses apresentadas quer nas Lojas quer nos vários congressos maçónicos realizados antes de 1910, onde se discutiam temas tão variados como o sistema de ensino, a organização política e económica do país, ou a justeza das touradas, mas também problemas sociais como o alcoolismo, a pobreza, o divórcio, os horários de trabalho, a assistência médica pública, o movimento operário ou o analfabetismo.
Os maçons, tratando-se por Irmãos, possuíam uma estrutura piramidal, tendo na base as Lojas azuis, constituídas por aprendizes, companheiros e mestres, e no topo os designados graus filosóficos ou Altos Graus, cuja amplitude tem uma relação directa com o rito praticado. Era na faixa litoral do continente que se concentrava o maior número de Lojas, onde o Porto, Coimbra e Leiria, possuíam uma actividade maçónica significativa, mas onde o destaque era assumido por Lisboa, reflectindo com isso a politização vivida na capital, com reflexos directos no 5 de Outubro. Ainda que actividade maçónica seja mais evidente no centro e sul, por comparação com o norte, há também que referir alguns núcleos incrustados em zonas rurais um pouco por todo o país, não poucas vezes fruto de iniciativas pessoais e por isso mesmo revelando maiores fragilidades. Após 1910 acentuou-se o carácter urbano da Maçonaria, fruto do peso de Lisboa e do Porto, apesar do surto de Lojas um pouco por todo o país e da perda da predominância da faixa Lisboa-Coimbra.
Por seu turno, a Carbonária, quer pela sua época de origem, quer pelos pontos de ligação que ao longo da História teve com a Maçonaria, recorria a uma estrutura semelhante, mas mais adaptada ao seu secretismo. Aqui sim, estamos a falar claramente de uma organização secreta, com rituais realizados em cemitérios públicos, à noite, onde a cara dos intervenientes era convenientemente coberta. Baseava-se no Canteiro, com cinco homens, constituindo-se uma Choça com quatro chefes de canteiro. Quatro chefes de choça originavam uma barraca, quatro dirigentes de barracas formavam uma Venda e por fim os chefes da Venda elegiam três membros que constituíam a Alta Venda. Os seus filiados tratavam-se entre si por primos, ou bons primos, e distribuíam-se em quatro graus – rachadores, aspirantes, mestres e mestres sublimes. A terminologia adoptada pela Carbonária, ligada ao trabalho na floresta, tinha um paralelo também com a terminologia maçónica, referida à construção. Era menos intelectual e poderíamos dizer até menos selectiva, dispensando a componente esotérica mas não a iniciática. Ainda que tenha atingido um ponto alto em 1912, após 1910 tornou-se um incómodo para o PRP, acabando por se extinguir provavelmente em 1914, dispersando-se os seus membros por diferentes movimentos políticos, sociais, culturais e sindicais.
Assistimos assim ao cruzamento, por vezes complexo, de três organizações distintas – a Carbonária, secreta e revolucionária, a Maçonaria, ambas reunindo diferentes matizes ideológicos, e os republicanos do Partido Republicano Português. Entidades distintas, métodos frequentemente divergentes, tendo em comum alguns dos seus membros e um objectivo – alcançar a República, na esperança transformar os súbditos de um rei em cidadãos plenos de um Estado republicano, na certeza de que com isso se concretizava a criação de uma sociedade mais justa e mais fraterna. Se é verdade que, após 1910, o rápido crescimento do republicanismo representou a sua força, também sublinhou as suas fraquezas. Para se tornar numa ideologia de massas jogou com a vantagem do número, da ênfase do crescimento e da heterogeneidade social e cultural, mas com isso acentuou as suas divergências e falta de coerência. As fragilidades da República ou as divergências maçónicas de 1914 são um espelho disso e do percorrer caminhos novos nunca antes experimentados. Acresce o carácter inovador da República portuguesa, que a par da França se apresentava perante uma Europa predominantemente monárquica, belicista e vivendo uma crise de identidade cultura”.
António Lopes

do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa
O Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa é a mais antiga e representativa obediência maçónica portuguesa.
Fundado em 1802, esteve nas origens da Revolução Liberal de 1820 e da Revolução Republicana de 1910.
Forçado à clandestinidade pela Ditadura de Salazar, resistiu até ao limite das suas forças às perseguições de que foi vítima.
A Revolução de 25 de Abril permitiu-lhe recuperar parte do seu património e reorganizar-se na sociedade portuguesa, atraindo novas gerações de cidadãos, participantes activos na defesa e difusão dos seus valores.
Legítimo depositário entre nós da preciosa herança da tradição maçónica universal, tem vindo a afirmar-se com força crescente no novo Portugal democrático, ciente do seu papel insubstituível na construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.
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António Reis

dados biográficos do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa

Nasceu em Lisboa em 1948, foi eleito Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa em Junho de 2005.
1.Actividades Cívicas
Militante activo da Oposição Democrática ao regime salazarista, dirigente do movimento estudantil, co-fundador do Partido Socialista e redactor da Revista Seara Nova (1969-1974).
Como oficial miliciano, participou na preparação e execução da operação militar que pôs termo à Ditadura em 25 de Abril de 1974, tendo integrado o destacamento da E.P.A.M. (Escola Prática de Administração Militar) que ocupou os estúdios da RTP.
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Entrevista ao Jornal Público

Público – O GOL quase deixou de se “ouvir”. Porquê tanta discrição, quando prometeu prosseguir o tipo de intervenção do anterior Grão-Mestre?
António Reis – Não creio que haja uma alteração substancial na nossa forma de relacionamento com a sociedade civil. Como ordem iniciática, devemos preservar tudo o que diz respeito à nossa vida e trabalho internos, o que não significa que não haja um empenhamento cada vez maior dos obreiros, que devem projectar a nossa imagem na sociedade. Nisso, continuamos empenhados em prosseguir o mandato do anterior Grão-Mestre.
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António Reis
    Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
    Vice-Presidente do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.


 


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