CONTRA-INFORMAÇÃO, DESINFORMAÇÃO, MANIPULAÇÃO DAS MASSAS

Posted by Carlos Miranda

26 DE FEVEREIRO DE 2011

CONTRA-INFORMAÇÃO, DESINFORMAÇÃO, MANIPULAÇÃO DAS MASSAS


 

 Contrainformação

Contra-informação (ou desinformação) é o acto de silenciar ou manipular a verdade, habitualmente nos meios de comunicação de massas.

ÍNDICE

[esconder]
A contra-informação pode operar-se através da publicidade pública de um regime político, da publicidade privada ou por meio de boatos ou rumores, "sondagens", estatísticas ou estudos supostamente científicos e imparciais, mas pagos por empresas ou instituições económicas interessadas, por afirmações não autorizadas para inspeccionar os argumentos adversos que possam suscitar uma medida e anticipar respostas e uso de meios não independentes ou financiados em parte por quem divulga a notícia ou com jornalistas sem contrato fixo.
A contra-informação serve-se de diversos procedimentos retóricos como a demonização, oesoterismo, a pressuposição, o uso de falácias,mentirasomissãosobreinformação,descontextualizaçãonegativismogeneralização,especificaçãoanalogiametáforaeufemismo, desorganização do conteúdo, uso de adjetivo dissuasivo, reserva da última palavra ou ordenação da informação preconizada sobre a oposta (ordem nestoriana).


demonização ou satanização consiste em identificar a opinião contrária com o mal, de forma a que a própria opinião fique enobrecida ou glorificada. Falar do vizinho como de um demónio converte-nos em anjos e as "guerras santas" sempre serão menos injustas que as outras guerras. Trata-se antes de mais de convencer as pessoas com sentimentos e não com razões objectivas. Habitualmente emprega-se em defesa de interesses económicos, ou, por exemplo, quando se demoniza a Internet chamando-lhe refúgio de pederastas e piratas, encobrindo a intenção económica a que obedece esse ponto de vista aparentemente bem-intencionado de a regular.


Algumas palavras e expressões não admitem réplica nem razoabilidade lógica: são os chamadosadjetivos dissuasivos, contundentes e negativistas que obrigam a submeter-se a essas palavras e excluem o teor e qualquer forma de trâmite inteligente. A sua contundência emocional, o pathos emotivo da mensagem, eclipsa toda qualquer possível dúvida ou ignorância, os princípios de qualquer forma razoável de pensamento: a constituição ou a integração europeia é irreversível.
A mesma aplicação têm os adjetivos inquestionável, inquebrável, inexequível, insuspeitável, indeclinável e substancial. O seu maximalismo serve para rebaixar qualquer discurso no sentido oposto e criar uma atmosfera irrespirável demonologia. Segundo Noam Chomsky, muitas destas palavras costuma atrair outros elementos em cadeia formando lexiasadesão inquebrável,dever incontornávellegítimas aspirações,absolutamente imprescindível. Ou com lexias redundantes como totalmente cheio ouabsolutamente indiscutível, inaceitável ouinadmissível.

 RETÓRICA DA CONTRA-INFORMAÇÃO

  • Apelo ao medo - Um público que tenha medo está em situação de receptividade passiva e admite mais facilmente qualquer tipo de indoutrinação ou a ideia que se lhe quer incutir; recorre-se a sentimentos instalados na psicologia do cidadão por preconceitos escolares e de educação, mas sem razões nem provas.
  • Apelo à autoridade - Citar personalidade importantes para sustentar uma idéia, um argumento ou uma linha de conduta e negligenciar outras opiniões.
  • Testemunho - Mencionar dentro ou fora de contexto casos particulares em vez de situações gerais para sustentar uma opção política.
  • Efeito acumulativo - Persuasão do auditório para adoptar uma idéia insinuando que um movimento de massas irresistível e implacável está já comprometido no seu apoio, embora tal seja falso.
  • Redefinição e revisionismo - Consiste em redefinir as palavras ou falsificar a história de forma parcial para criar uma ilusão de coerência.
  • Procura de desaprovação ou pôr palavras na boca de alguém - Relacionada com o anterior, consiste em sugerir ou apresentar uma ideia ou acção que seja adoptada por um grupo adverso sem a estudar verdadeiramente. Afirmar que um grupo tem uma opinião e que os indivíduos indesejáveis, subversivos ou reprováveis a têm também. Isto predispõe os demais a mudar a sua opinião.
  • Uso de generalidades e palavras virtuosas - As generalidades podem provocar emoção intensa no auditório. O amor à patria e o desejo de paz, de liberdade, de glória, de justiça, de honra e de pureza permitem assassinar o espírito crítico do auditório, pois o significado destas palavras varia segundo a interpretação de cada indivíduo, mas o seu significado conotativo general é positivo e por associação os conceitos e os programas do propagandista serão percebidos como grandiosos, bons, desejáveis e virtuosos.
  • Imprecisão intencional - Referir factos deformando-os ou citar estatísticas sem indicar as fontes ou todos os dados. A intenção é dar ao discurso um conteúdo de aparência científica sem permitir analisar a sua validade ou a sua aplicabilidade.
  • Transferência - Esta técnica serve para projectar qualidades positivas ou negativas de uma pessoa, entidade, objecto ou valor (indivíduo, grupo, organização, nação, raça, etc...) sobre algo para fazer isto mais (ou menos) aceitável mediante cargas emotivas.
  • Simplificação exagerada - Generalidades usadas para contextualizar problemas sociais, políticos, económicos ou militares complexos.
  • Quidam - Para ganhar a confiança do auditório, o propagandista emprega o nível de linguagem e as maneiras e aparências de uma pessoa comum. Pelo mecanismo psicológico de projecção, o auditório encontra-se mais inclinado a aceitar as ideias que se apresentam deste modo, já que quem as presenta parece-lhe semelhante.
  • Estereotipagem ou etiquetagem Esta técnica utiliza os preconceitos e os estereótipos do auditório para conseguir a adesão a algo.
  • Bode expiatório - Lançando anátemas dedemonização sobre um individuo ou um grupo de individuos, acusado de ser responsável por um problema real ou suposto, o propagandista pode evitar falar dos verdadeiros responsáveis e aprofundar o problema.
  • Uso de chavões (slogans) - Frases breves e curtas, fáceis de memorizar e reconhecer e que permitem deixar um traço em todos os espíritos, de forma positiva, ou de formairónica: "Bruto é um homem honrado", por exemplo.
  • Eufemismo ou deslize semântico - Substituição de uma expressão por outra retirando-lhe todo o conteúdo emocional e esvaziá-la do seu sentido: "interrupção voluntária da gravidez" em vez de aborto induzido, "solução habitacional" em vez de habitação, "limpeza étnica" por matança racista. Outros exemplos, "danos colaterais" em vez de vítimas civis, "liberalismo" em vez de capitalismo, "lei da selva" em vez deliberalismo, "reajuste laboral" em vez dedespedimento, "solidaridade" em vez deimposto, "pessoas com preferências sexuais diferentes" em lugar de homossexuais, "pessoas com capacidades diferentes" em lugar de deficientes e "relações impróprias" em vez de adultério.
  • Adulação - Uso de qualificativos agradáveis, por vezes sem moderação, com a intenção de convencer o receptor: "Você é muito inteligente, deveria estar de acordo com o que lhe digo".
  

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REFERÊNCIAS

  1.  Christopher Andrew, Vasili Mitrokhin (2000). The Mitrokhin Archive: The KGB in Europe and the West. Gardners Books. ISBN 0-14-028487-7.
  2.  From Civil Rights to Human Rights: Martin Luther King Jr. and the Struggle for Economic Justice. Por Thomas F. Jackson
  3.  Arjun MakhijaniA Readiness to Harm: The Health Effects of Nuclear Weapons Complexes
  4.  Daniel Schorr"Official US deception: Can it be trusted?"Christian Science Monitor, 1-3-2002; acesso em 22-2-2007
 
 
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Metodologia do "Cover Up" (ACOBERTAMENTO)

Descascando as camadas da cebola


1ª camada: compreender que a "Intelligentzia" age em estruturas semelhantes às cascas contidas em uma cebola. A primeira destas cascas está na primeira camada: a afirmação oficial de que os Ufos não existem. Este é o nível dos céticos e dos cientistas que negam o fenômeno.

Na opinião de Vallee, o fenômeno existe, mas é necessária uma pesquisa séria, honesta e produtiva, para prova-lo.

2ª camada: o MJ-12. No seu simbolismo, apesar de tudo, este caso é demonstrativo de que existe uma grande conspiração para se esconderem dados. Mas o governo se mantém insensível. Washington deve, forçosamente, estar tentando decifra-los, mas este esforço não se constitui em uma VERDADE SECRETA: data, não é informação. Temos DATA (dados) sobre o câncer, mas as mortes causadas por ele continuam acontecendo.

3ª camada: são as informações devidas às cortesias de John Lear e Bill Cooper:  "Os alienígenas estão aqui, governam o mundo e... são canibais"!

Vallee acha que, talvez, esta camada possa parecer um tanto ridícula, mas que tem funcionado às mil maravilhas. Este tipo de cortesia teve o dom de desestabilizar a credibilidade de toda a pesquisa ufológica americana como sendo a mais pura ciência ficção!

Chega-se à uma verdade que passa desapercebida, ainda. Esta verdade diz respeito aos que clamam, em público, pela liberação dos segredos encobertos pelo governo e as suas agências e departamentos: o Cover Up.

"O Cover Up, muitas vezes, é composto pelos que clamam contra ele, sem o saberem, talvez, eles encarnam o próprio Cover Up". J. Vallee. 

"Para descobrirem a verdade, é assim que eu procedo, devemos continuar, pacientemente a pelar esta cebola até às suas camadas as mais profundas. Mesmo - QUE ESTE PROCESSO, OCASIONALMENTE, TRAGA LÁGRIMAS NOS NOSSOS OLHOS". 

J. Vallee.

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